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| Foto: Reprodução/Internet |
Enquanto Caiado e Zema já declararam apoio a Flávio Bolsonaro, Augusto Cury negocia adesão e Renan Santos mantém distância dos dois candidatos
Por RNTVLive | Política
A disputa pela Presidência da República entra em uma nova fase de articulações após o primeiro turno das eleições de 2026. Com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na etapa decisiva, os candidatos que ficaram pelo caminho começam a definir como vão se posicionar — e as escolhas revelam estratégias diferentes para os próximos dias.
Entre os nomes que disputaram o primeiro turno, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) já anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante), que inicialmente defendeu neutralidade, acertou apoio ao senador, segundo informações divulgadas pela Folha nesta quinta-feira (8). Já Renan Santos (Missão) decidiu não fazer campanha para nenhum dos dois finalistas.
Caiado e Zema declaram apoio a Flávio Bolsonaro
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado anunciou apoio a Flávio Bolsonaro em 6 de outubro, após uma reunião em Goiânia. A decisão veio depois de uma campanha na qual Caiado havia feito críticas ao senador do PL. O movimento representa uma mudança de posição em relação às declarações iniciais, quando o ex-presidenciável dizia que conversaria com a direção nacional do PSD antes de decidir.
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, também declarou apoio ao senador. Antes do anúncio, Zema já havia afirmado que estaria contra o PT no segundo turno. Em seguida, confirmou seu alinhamento com Flávio, deixando explícito o lado que pretende apoiar na disputa presidencial.
Augusto Cury muda de posição após conversa com Flávio
O escritor Augusto Cury, candidato do Avante que terminou o primeiro turno na terceira colocação, havia dito que não apoiaria nenhum dos dois finalistas e que pretendia manter neutralidade.
Esse cenário mudou nesta quinta-feira (8). Segundo reportagem da Folha, Cury conversou com Flávio por mais de uma hora e entregou ao senador uma carta com compromissos políticos. Flávio assinou o documento, e os dois acertaram o apoio do escritor à candidatura do PL. O anúncio público era esperado ainda nesta quinta-feira.
Entre os temas apresentados por Cury estão educação, valorização dos professores, telemedicina, proteção às mulheres, fortalecimento de pequenas empresas e cooperativas e pacificação nacional. De acordo com a reportagem, o acordo não prevê troca de cargos ou vantagens pessoais.
Renan Santos libera eleitores para decidir
Em posição diferente, Renan Santos, do partido Missão, afirmou que não fará campanha para Lula nem para Flávio Bolsonaro. O candidato derrotado no primeiro turno também disse que não pretende mobilizar seus apoiadores em favor do voto nulo.
Renan deixou seus eleitores livres para escolherem como votar na etapa final. Durante suas manifestações após o resultado, ele criticou os dois candidatos e questionou os rumos da disputa política no país.
Apoios ampliam articulações para a reta final
As decisões de Caiado, Zema e Cury ampliam o conjunto de apoios recebidos por Flávio Bolsonaro. A postura de Renan, por outro lado, mostra que nem todos os candidatos derrotados pretendem participar diretamente da campanha de um dos finalistas.
Esses posicionamentos podem influenciar as articulações partidárias e o debate público durante a reta final, mas não significam que todos os eleitores dos candidatos derrotados seguirão automaticamente a orientação de seus antigos representantes.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, Lula e Flávio ainda têm pela frente a tarefa de conquistar votos para além de suas bases eleitorais. Nesse cenário, os apoios políticos funcionam como sinais de alinhamento, mas a decisão final continua nas mãos dos eleitores.
Fonte: CNN Brasil, Folha de S.Paulo e UOL.
