Ele causou novas polêmicas nesta semana após a publicação de um estudo que apontava que teria sido enviado por alienígenas
![]() |
| PROJEÇÃO ARTÍSTICA DE OUMUAMUA (FOTO: EUROPEAN SOUTHERN OBSERVATORY) |
Oumuamua não é um cometa, mas se comporta como um. Isso porque um cometa é um corpo celeste congelado que, quando aquecido pelo sol, desenvolve uma atmosfera e uma “cauda” de uma material volátil vaporizado. À primeira vista, os cientistas acharam que ele era um cometa, mas sem encontrar a tal da cauda, eles supuseram que se tratava de um asteróide. No entanto, sempre que acelera, uma cauda pode ocorrer, embora não seja visível dos telescópios.
+ Astrônomos detectam uma das estrelas mais antigas do Universo
+ Carro lançado por foguete em fevereiro já está além de Marte
Como explicamos acima, Oumuamua significa “mensageiro de muito longe que chega primeiro” em havaiano. E ele de fato veio de muito longe: por causa da alta velocidade (87,3 km/s), ele veio de fora do Sistema Solar.

Desde janeiro de 2018, o Oumuamua não é mais visível por telescópios, mesmo no espaço.
Ele tem 800 metros de comprimento e largura pelo menos dez vezes menor. Embora seja impossível tirar uma foto de perto do Oumuamua, a variação drástica em seu brilho sugere que ele é alongado. Astrônomos afirmam nunca ter visto objeto tão grande no Sistema Solar antes. Estima-se que ele complete uma rotação completa a cada 7,3 horas.
Não se sabe ao certo. Cometas têm muita poeira, mas não é o caso do Oumuamua. Gases como monóxido de carbono e dióxido de carbono talvez estejam na composição, pois têm menos probabilidade de produzir uma cauda visível.
Também não se sabe, embora seja certo de que ele ele não é do nosso sistema. Porque a sua velocidade é próxima da velocidade média de estrelas próximas às nossas, e porque a velocidade de estrelas mais jovens são mais estáveis que a das mais velhas, o Oumuamua pode ter vindo de um sistema jovem. Mas tudo não passa de uma suposição, e o objeto pode estar viajando pela galáxia por bilhões de anos.

No estudo publicado na revista Astrophysical Journal Letters, os astrônomos Shmuel Bialy e Abraham Loeb escrevem que “considerando uma origem artificial, uma possibilidade é a de que o Oumuamua seja um veleiro flutuando no espaço interestelar como um resíduo de um equipamento tecnológico avançado”. Para eles, a explicação para o excesso de aceleração do Oumuamua seria a de que ele é “empurrado” pela radiação solar, comparando-o às velas solares criadas por nossa própria civilização — como a IKAROS, primeira sonda interplanetária impulsionada por uma vela solar, lançada pelo Japão em 2010 com destino a Vênus.
