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| Foto: Reprodução/Internet |
A Bolívia entrou em estado de emergência nacional diante dos efeitos da seca e do risco de enchentes associados ao fenômeno climático El Niño 2026-2027. O decreto foi assinado neste sábado (31) pelo presidente Rodrigo Paz, que anunciou a mobilização de recursos financeiros e equipes para enfrentar os impactos que já atingem diferentes regiões do país.
A decisão ocorre em um cenário preocupante: enquanto comunidades enfrentam a escassez de água, outras áreas se preparam para possíveis inundações, transbordamentos de rios e deslizamentos associados ao período de chuvas.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades bolivianas, pelo menos 78.217 famílias já foram afetadas pela seca, distribuídas por sete dos nove departamentos do país. O governo também informou que 63 comunidades enfrentam diretamente os efeitos da estiagem.
Decreto autoriza mobilização para enfrentar a crise
A medida foi oficializada pelo Decreto Supremo nº 5759, após recomendação do Conselho Nacional para a Redução de Riscos e Atendimento de Desastres e Emergências (CONARADE).
O documento reconhece a presença de seca no Altiplano, nos Vales e no Chaco, além de estabelecer ações de preparação diante do risco de outros eventos extremos.
Entre as ameaças mencionadas estão:
Secas prolongadas;
Geadas e granizadas;
Incêndios florestais;
Inundações e enchentes;
Enxurradas e transbordamentos de rios.
A determinação permite fortalecer a coordenação entre o governo nacional, administrações departamentais e municípios, além de viabilizar mecanismos de financiamento para o atendimento da emergência.
Mais de 78 mil famílias enfrentam os efeitos da estiagem
O impacto da falta de chuva já alcança diferentes partes do território boliviano. Os departamentos apontados entre os mais afetados são La Paz, Oruro, Potosí, Cochabamba, Chuquisaca, Tarija e Santa Cruz.
Além dos prejuízos para as famílias, a atividade agropecuária também enfrenta dificuldades. Dados divulgados pelo governo indicam a perda de aproximadamente 75 mil cabeças de gado, consequência da falta de água e de pastagens em determinadas regiões.
A preocupação é que o agravamento da estiagem comprometa ainda mais a produção rural, o abastecimento e a subsistência de comunidades que dependem diretamente da agricultura e da criação de animais.
Governo teme cenário de extremos climáticos
Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Rodrigo Paz afirmou que o fenômeno poderá provocar impactos severos, combinando períodos de seca com episódios de chuvas intensas e inundações.
O presidente defendeu uma atuação conjunta de diferentes instituições, incluindo governadores, prefeitos, Forças Armadas e Polícia, além da cooperação internacional.
A estratégia anunciada é antecipar a resposta aos desastres, disponibilizando recursos humanos e financeiros antes que os danos se agravem.
O que é o fenômeno El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e modifica os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.
Dependendo da região, seus efeitos podem incluir estiagens prolongadas, calor intenso, chuvas acima da média e enchentes.
A expressão “super El Niño” é utilizada para descrever episódios de intensidade especialmente elevada. Mesmo assim, os impactos não são iguais em todos os países e dependem das condições climáticas regionais.
No Brasil, por exemplo, o monitoramento oficial aponta riscos de seca em áreas do Norte e do Nordeste, enquanto o Sul enfrenta possibilidade de chuvas volumosas e cheias.
Situação exige atenção nos próximos meses
Com a chegada do período chuvoso, a Bolívia terá o desafio de enfrentar problemas diferentes ao mesmo tempo: garantir água e apoio às comunidades atingidas pela estiagem e preparar estruturas de prevenção para possíveis enchentes.
A emergência nacional representa uma tentativa de antecipar a resposta aos impactos do El Niño 2026-2027. O alcance dos danos dependerá da evolução das condições climáticas e da capacidade de execução das medidas anunciadas pelo governo.
Fonte: Red Uno, Agência de Notícias Fides, EFE e governo da Bolívia.
